• Guba

RETIRO ECOA NA ALDEIA MULTIÉTNICA EM ALTO PARAÍSO


Desde o primeiro momento que pisei no espaço da ALDEIA MULTIÉTNICA na cidade de Alto Paraíso na chapada, senti a magia que o lugar trazia com sua estrutura de diferentes tribos do Brasil, todos reunidos em um só lugar, com um mesmo objetivo. Resgatar as culturas originárias das tribos nativas do País, que continuam sendo dizimadas por suas crenças e valores, em um movimento repetitivo de colonialismo e dominação. Aqueles que são os detentores dos saberes da vida na terra, são colocados com igualdade e verdade pelo olhar dos organizadores da ALDEIA MULTIÉTNICA, mostrando com verdade e cuidado de uma vez só, diversas culturas que se reúnem para poder fortalecer a resistência da mata viva, do cerrado em pé e o cultivo das sabedorias que guardam o conteúdo de regeneração e salvação da espécie humana.


A primeira vez que ouvi falar da Aldeia em alto, foi em 2018 quando encontrei alguns indígenas se banhando nos rios da chapada. Associar essa imagem ao natural da vida deu a sensação de conseguir compreender um pouco do que significa ser natureza e uma reflexão de como nos afastamos do natural para sermos dominantes daquilo que nós mesmos precisamos.


No ano seguinte, não pensei duas vezes para participar do evento que acontece toda segunda quinzena de Julho agora em espaço físico, deslumbrante, no coração da chapada dos Veadeiros em Goiás – Cerca de 3horas do aeroporto internacional de Brasília.

Como era a minha primeira experiência, resolvi reservar os quartos disponíveis para me hospedar durante os 5 dias de imersão. Me lembro que o evento durou certa de 12 a 15 dias e que eu escolhi apenas alguns dias, pois é um evento que requer um investimento financeiro alto, devido os altos custos de logística para trazer as mais de 8 ETNIAS que interagiam naquele grande “POW WOW” (Encontro de várias tribos e etnias para trocar saberes, na visão nativa americana).


Durante todos os dias de imersão, a cada dia, uma etnia se reúne para fazer sua saudação matinal, apresentação de dança e rezo, assim como suas práticas diárias em meio a um monte de gente “branca”. É como se pudéssemos experimentar a cada dia uma tribo diferente, uma cultura diferente do país e aprendendo uma língua nova e também um costume diferente. É simplesmente a experiência mais fascinante que acessei. Um lugar no Brasil que reuni as principais etnias do nosso povo. A beleza dessa genialidade precisa certamente ser reconhecida e muito honrada pela criação de um espaço que possa acolher uma iniciativa que coloca os guardiões da cura do planeta em união.

Lá o tempo não é algo que queremos contar, o sol é o astro que dita o início das atividades a lua guia a energia junto com as estrelas que num show de vida mostram que não estamos a sós nessa existência. Numa tarde de sol uma caminhada até as cachoeiras das Almecegas limpando todas os pensamentos negativos e questionamentos repetitivos, vemos a natureza como medicina. É fácil de compreender isso.



Desde o primeiro momento que pisei no espaço da ALDEIA MULTIÉTNICA na cidade de Alto Paraíso na chapada, senti a magia que o lugar trazia com sua estrutura de diferentes tribos do Brasil, todos reunidos em um só lugar, com um mesmo objetivo. Resgatar as culturas originárias das tribos nativas do País, que continuam sendo dizimadas por suas crenças e valores, em um movimento repetitivo de colonialismo e dominação. Aqueles que são os detentores dos saberes da vida na terra, são colocados com igualdade e verdade pelo olhar dos organizadores da ALDEIA MULTIÉTNICA, mostrando com verdade e cuidado de uma vez só, diversas culturas que se reúnem para poder fortalecer a resistência da mata viva, do cerrado em pé e o cultivo das sabedorias que guardam o conteúdo de regeneração e salvação da espécie humana.


A primeira vez que ouvi falar da Aldeia em alto, foi em 2018 quando encontrei alguns indígenas se banhando nos rios da chapada. Associar essa imagem ao natural da vida deu a sensação de conseguir compreender um pouco do que significa ser natureza e uma reflexão de como nos afastamos do natural para sermos dominantes daquilo que nós mesmos precisamos.


No ano seguinte, não pensei duas vezes para participar do evento que acontece toda segunda quinzena de Julho agora em espaço físico, deslumbrante, no coração da chapada dos Veadeiros em Goiás – Cerca de 3horas do aeroporto internacional de Brasília.

Como era a minha primeira experiência, resolvi reservar os quartos disponíveis para me hospedar durante os 5 dias de imersão. Me lembro que o evento durou certa de 12 a 15 dias e que eu escolhi apenas alguns dias, pois é um evento que requer um investimento financeiro alto, devido os altos custos de logística para trazer as mais de 8 ETNIAS que interagiam naquele grande “POW WOW” (Encontro de várias tribos e etnias para trocar saberes, na visão nativa americana).


Durante todos os dias de imersão, a cada dia, uma etnia se reúne para fazer sua saudação matinal, apresentação de dança e rezo, assim como suas práticas diárias em meio a um monte de gente “branca”. É como se pudéssemos experimentar a cada dia uma tribo diferente, uma cultura diferente do país e aprendendo uma língua nova e também um costume diferente. É simplesmente a experiência mais fascinante que acessei. Um lugar no Brasil que reuni as principais etnias do nosso povo. A beleza dessa genialidade precisa certamente ser reconhecida e muito honrada pela criação de um espaço que possa acolher uma iniciativa que coloca os guardiões da cura do planeta em união.

Lá o tempo não é algo que queremos contar, o sol é o astro que dita o início das atividades a lua guia a energia junto com as estrelas que num show de vida mostram que não estamos a sós nessa existência. Numa tarde de sol uma caminhada até as cachoeiras das Almecegas limpando todas os pensamentos negativos e questionamentos repetitivos, vemos a natureza como medicina. É fácil de compreender isso.




A ALDEIA MULTIETNICA:

“A Aldeia Multiétnica é um território na Chapada dos Veadeiros dedicado ao fortalecimento das culturas e lutas políticas dos povos indígenas e quilombolas, com princípios de preservação, promoção e acesso ao patrimônio material e imaterial brasileiros. Está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado a 20 km de Alto Paraíso de Goiás, no


entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Lançada em 2007, tornou-se um ponto de encontro entre diferentes povos indígenas e entrou no calendário anual de representantes de muitos povos indígenas como Kayapó/Mebêngôkré (PA); Avá Canoeiro (GO); Krahô (TO); Fulni-ô (PE); Guarani Mbyá (SC); Xavante (MT); e Yawalapiti, Kamayurá e Waurá, do Alto Xingu (MT).

No evento, realizado até 2019 em toda primeira semana da segunda quinzena do mês de julho, eles se reúnem para apresentar seus saberes, modos de fazer e usos e costumes de diversas maneiras (cantos, dança, gastronomia, pinturas corporais, arte); compartilhar as lutas por seus direitos originários e para manter suas culturas e territórios tradicionais; e debater com indígenas e não-indígenas as temáticas a respeito da realidade nas aldeias, por meio de rodas de conversa e da convivência diária com os participantes.


No local, até o momento, temos sete casas indígenas tradicionais construídas na Aldeia, por representantes dos povos Kayapó/Mebengôkré (PA), Krahô (TO), Fulni-ô (PE), Guarani Mbyá (SC), Xavante (MT), Alto Xingu (MT), Yanomami (AM) e Kalunga, do maior território remanescente quilombola do Brasil (GO). Em 2019, a Xapono, casa tradicional Yanomami, foi a sétima casa indígena construída no centro da Aldeia, tornando-se um lugar de trocas e encontros entre todas as etnias. Ela foi desenhada por Davi Kopenawa, importante liderança, especialmente para nosso espaço.”



O RETIRO ECOA NA ALDEIA

O ECOA ter ido para a Aldeia Multiétnica em Novembro de 21, foi puro acidente. Claro que as intenções todas já estavam encontrando seus caminhos, porém tínhamos um retiro marcado para acontecer no Povoado Quilombora do Moinho, no Secreto Cerrado, sede do Ecoa. Porém quando cheguei de São Paulo e entrei no que chamo de “casa”, algo me dizia que não seria ali o encontro. Costumado a não questionar a intuição, guardei essa sensação e fiquei aguardando que as fichas certas caíssem. Já estava em contato com a Ana, pois já tinha uma intenção de falar sobre parcerias e então perguntei como estavam as hospedagens para o feriado. A resposta imediata e que deu inicio a esse novo movimento, foi que supreendentemente todos os quartos estavam vagos para o feriado de 15 de Novembro. Naquele momento sabia que iria fazer o meu melhor para que desse certo de levar esse grupo especial para viver uma experiencia transformadora em um lugar propício e com a energia de diversas tribos e experiências verdadeiras da terra.

Falando com os parceiros e amigos, todos gostaram da ideia de irmos pra Aldeia viver essa experiência, todos os facilitadores e condutores já estavam reservados para a ida até o moinho então a alteração da rota não foi grande questão. Juntos conseguimos fazer essas mudanças. Essa sincronicidade chegou com tanta força no coração, que veio como uma luz para uma nova fase do ECOA, essa fase que marca a integração do autoconhecimento com a vida nativa e originária de maneira simples e natural, onde a linguagem é única.

Que o amor esteja presente nessa nova EXPERIÊNCIA que o ECOA ancora na CHAPADA DOS VEADEIROS – junto com amigos de alma e de pessoas de bem que chegam e se aproximam dessa nova história.

O ECOA, dia em novembro completa 4 anos desde seu primeiro Retiro Despertar em Amparo e 2 anos do Fórum da Nova Consciência na Biblioteca Villa Lobos em São Paulo. Marcos importantes na nossa linha do tempo.





NOSSA VISÃO:

O Ecoa que já foi instituto, terapias em grupo, retiros, fórum, mentoria, sarau, grupo de apoio solidário, casa de cura, hoje integra todas as frentes redesenhando uma personalidade que representa bem a existência de todos os saberes e aprendizados, levando pro mundo EXPERIÊNCIAS que despertam e expandem a consciência para a união e regeneração da terra, sendo resistência contra os desmatamento e poluição da natureza e dando apoio e suporte à causas indígenas, reconstruindo a visão da natureza como medicina para a existência da vida na terra.


Que seja uma linda e nova fase aprendizado e que juntos possamos caminhar a favor de algo que realmente faça sentido para a nossa existência!


Com amor!

Guba

(Fundador Ecoa)

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