Constelação Familiar. O que é? Para que serve?

Atualizado: 23 de Jun de 2020

CONSTELAÇÃO FAMILIAR

(Por Guba do Instituto ECOA)

Gosto sempre de falar sobre uma terapia ou um processo terapêutico de uma maneira fácil e simples de interpretar. Pois acredito que termos complexos e mais técnicos podemos deixar para quem busca um envolvimento maior e mais profundo. Esta escrita a seguir é uma visão da terapia CONSTELAÇÃO FAMILIAR, através dos olhos e percepções do Terapêuta Guba do Instituto Ecoa.


Escolhi trazer para nosso blog hoje, um pouco do incrível trabalho realizado pelo alemão Bert Hellinger, que criou um “nova” abordagem da psicoterapia sistêmica, em homenagem aos anos de dedicação e trabalho da família Hellinger para o pensamento sistêmico e a sua passagem que ocorreu no dia 19/09/2019.


Muito se ouve falar em constelação familiar nos dias atuais, muitos terapeutas já trabalham com essa técnica terapêutica já difundida pelo Brasil e tão presente e certeira no que diz respeito a resultados de ressignificação das questões familiares e entendimento de cargas ancestrais.


Para falar da constelação e como ela se desenrola em uma sessão de terapia em grupo ou individual, gosto sempre de trazer para o paciente ou cliente uma lembrança da época em que brincávamos de imitação, teatro e interpretação. Por assim dizer, quando estamos em uma sessão de constelação familiar (grupo), seja sendo “constelado” (cliente) seja participando, o que vemos a nossa frente é uma espécie de peça teatral, onde o cliente escolhe as representações de suas famílias para atuar nesse palco. Esse palco, chamamos de Campo morfogenético. Nele o terapeuta (constelador), ajuda o cliente a posicionar todas as partes da família, como se estivesse escolhendo os papéis dessa peça e vai direcionando as escolhas, relacionando Pai, Mãe, avós paternos, avós maternos, tios e tias, irmãos e irmãs.


Se você nunca participou de uma sessão de constelação familiar, pode duvidar, mas quando o cliente constelado, escolhe, olha e toca em uma pessoa da roda para representar um de seus familiares (neste caso), a partir do pensamento sistêmico, da energia do campo e da permissividade do cliente, essa pessoa passa a sentir e ter sensações que são interpretadas como a da verdadeira pessoa da família. Ou seja, é como se em um movimento de abertura, a pessoa começasse a sentir exatamente como aquela pessoa que está sendo representada ali na frente de todos.


Existem várias formas de fazer constelação atualmente. No Retiro de imersão do ECOA por exemplo, fazemos uma constelação individual onde cada um escolhe em papéis a representação de sua família. E junto a isso costumo guiar uma fala de liberação e perdão onde cada um pode sentir seu campo e escolher uma pessoa da família para trazer a luz.

Um gesto simbólico mais muito especial para confortar nossos corações e nos conectarmos com partes que ainda doem. Um fenômeno de cura e auto amor, muito profundo.


Esse fenômeno ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Algumas hipóteses têm sido levantadas também utilizando-se da teoria de evolução dos "campos morfogenéticos", formulada pelo biólogo britânico Rupert Sheldrake e apoiando-se em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade


O trabalho é conduzido a partir desse “sentir” onde convidamos a todos que estão na roda, se conectar com a vida daquela pessoa que está sendo constelada deixando a intuição falar mais alto do que os pensamentos e julgamentos, mesmo que ninguém saiba da história e dos emaranhados (problemas) familiares, o que levamos para esse espaço é a confiança de que podemos ajudar alguém através da ressonância e frequência que há em todos nós seres humanos. O amor. Gostou de saber mais sobre constelação familiar acesse então CLIQUE AQUI e veja uma página cheia de perguntas e respostas sobre constelação familiar.


PARA QUE SERVE A CONSTELAÇÃO FAMILIAR?

A constelação familiar serve para olharmos para o passado em nossas famílias. Tudo que nossos ancestrais viveram, lutas, guerras, perdas, ódios, escassez, e etc, são passado a outras gerações geneticamente. É natural que uma família que viveu uma guerra, tanha o costume de economizar comida e dinheiro com medo que uma nova guerra aconteça. Porém depois de várias gerações pode ser que se perceba o traço de escassez e medo pela falta mesmo quando se está vivendo em abundância e sem risco de perda. Esse é um típico caso que pode ser cuidado na constelação, onde é liberado o medo da escassez de nossos antepassados a fim de liberar essa energia que veio da família em sí.

Em muitos casos, temos mortes, assassinatos e muita mágoa nas famílias do passado, exclusões e exclusores e isso gera uma tristeza profunda para o sistema familiar, levando de geração em geração, e talvez nunca saibamos de onde vem um sentimento nosso, mesmo estando tudo bem, parece que algo está errado.


A Constelação familiar tem a máxima dos EXCLUIDOS E EXCLUSORES e isso é o que faz mais sentido na minha opinião e o motivo porque amo tanto esse trabalho. Pesem comigo:

Se temos um ente da família que foi excluído, seja pai e mãe que negou ou abandonou uma criança, seja irmãos que brigaram por herança, seja uma mãe traída. Muita mágoa tomou conta do coração dessa pessoa excluída, podendo ser potencializada por ódio, rancor, senso de justiça e vingança. Sentimentos negativos que foram instaurados entre essas pessoas. Algo nada positivo para a próxima geração que estava chegando. Quando temos esse tipo de exclusão, temos a quebra do vinculo amoroso e um buraco na família que é passado de geração em geração, pois o bebe da época virá um homem e leva consigo a história de sua família, tem mais um filho que mesmo sem saber está levando consigo mais uma história e assim por diante.


Quando não conhecemos nosso passado, é difícil compreendermos o que nos leva a ter determinado jeito ou gênio. Virginia Satir a psicóloga familiar que Bert estudou, lá nos anos 70 já fazia seus teatros familiares sistêmicos justamente para trazer a cura entre as famílias e no coração das pessoas e dizia que cada ser é único e individual e deve deixar para trás projeções e necessidades de pai e mãe, ou seja, não precisamos de aprovação ou cuidado de nossos pais depois de adultos, o que fazemos é continuar projetando na vida, muito daquilo que inconscientemente continuamos pedindo a nossos pais. Aceitação e reconhecimento é o que toda criança quer de seus pais, porém mesmo quando temos isso, permanecemos pedindo ao outro que nos aceite e que nos reconheça, transferido muitas vezes à relacionamentos amorosos, amizades, figura do chefe no trabalho e etc.


Muitas das nossas questões (se não todas), estão relacionadas a nossa criança que ainda pede por muitas coisas aos pais, então imagina qual a carga temos carregado se pensarmos o quanto nossos pais carregam de nossos avós, dos avós ao bisavós e assim vai.

Temos que ser agradecido por uma terapia tão linda e amorosa de liberação e inclusão nos ser apresentada para a ressignificação das relações, isso nos torna privilegiados para podermos liberar energias travadas, emaranhados e questões que não são nossas para uma vida que de fato seja vivida em essência por nós mesmos.


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